sexta-feira, 22 de março de 2013

Resenha: A revolução dos bichos

Autor: Georde Orwell
Editora: Companhia das letras
Edição: 2007
Páginas: 152





Cansados da exploração a que são submetidos pelos humanos, os animais da Granja do Solar rebelam-se contra seus donos e tomam posse da fazenda, com o objetivo de instituir um sistema cooperativo e igualitário, sob o slogan "Quatro pernas bom, duas pernas ruim". Mas não demora muito para que alguns bichos - em particular os mais inteligentes, os porcos - voltem a usufruir de privilégios, reinstituindo aos poucos um regime de opressão, agora inspirado no lema "Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros". A história da insurreição libertária dos animais é reescrita de modo a justificar a nova tirania, e os dissidentes desaparecem ou são silenciados à força. Instrumentalizada na época da Guerra Fria como arma anticomunista. A Revolução dos Bichos transcende os marcos históricos da ditadura stalinista que a inspirou e resplandece hoje, passados mais sessenta anos de seu surgimento, como uma das mais extraordinárias fábulas sobre o poder que a literatura já produziu.

Muito difícil falar de um livro que tem uma conotação política e tanto. Pra não falar bobagem, vou escrever só o principal sobre ele, com meu ponto de vista, é claro. Revolução dos bichos foi um livro muito importante pra mim, mesmo eu lido ele há muito tempo ainda me lembro claramente dele. Fugiu muito das literaturas que eu estava acostumada na época do ensino médio. Embora esse livro tenha um ar bem fantasioso, se lido como uma fábula animal. Tem um duplo sentido, até atual.

É um livro excelente porque mesmo com o passar do tempo, ele continua atual. Então, você pode ler o resumo logo acima, e dá pra imaginar o enredo sem que eu precise soltar tantos spoilers.

O livro fala da opressão que os animais sofriam do Sr. Jones, dono da Granja do Solar, que exija ao máximo seus animais, oferecendo a eles menos que o básico para sobreviver. Decidem se rebelar e tomam o poder. E a partir daí o livro é tapa na cara, não só da sociedade russa e arredores, originalmente escrito como uma obra anticomunista, mas para todo o contexto da política mundial.

Começando pelo fato de que os porcos são os animais mais inteligentes da granja, logo tomam o poder. O significado de igualdade entre os bichos cai por terra, assim como muitos que lutam pela igualdade humana, mas bem no fundo, não acreditam em tal valor. E entre os dois líderes, Bola de Neve e Napoleão, constantes desentendimentos, até que Napoleão expulsa Bola de Neve, e então toma o poder. Atribui a Bola de Neve todas as coisas erradas de agora na Granja dos Bichos. E começa uma sucessão de coisas sem explicações (que se explicam no final, com a moral do livro). 

Outro ponto que me chamou a atenção é a manipulação de opiniões e a opressão e punição de supostos traidores. Não é preciso ir longe para se observar isso na política. Tanto nacional, quanto mundial. Assim, os bichos eram facilmente ludibriados pelo grande poder da oratória de alguns porcos. Outros bichos acreditam tão fielmente no líder Napoleão, que nunca, sequer por um momento, questionaram a grande contradição que o porco começava a demonstrar.

As duas frases da introdução desse post,são grande alegorias de como as coisas são justificáveis conforme os interesses. E claro, a grande crítica do livro, sobre os animais (os porcos) que de forma gradativa se aproximam cada vez mais dos humanos, contradizendo o ideal de revolução e resignificando a política da Granja dos Bichos, transformada novamente em Granja do Solar.

E gente, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.


Boas leituras...



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