sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Livro: Estilhaça-me

Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo conceito
Número de páginas: 304 
Ano de lançamento: 2012


Juliette nunca se sentiu como uma pessoa normal. Nunca foi como as outras meninas de sua idade. O motivo: ela não podia tocar ninguém. Seu toque era capaz de ferir e até matar. Durante anos, Juliette feriu e, segundo seus pais, arruinou o que estava à sua volta com um simples toque, o que a levou a ser presa numa cela. Todo dia era escuro e igual para Juliette até a chegada de um companheiro de cela, Adam. Dentro do cubículo escuro, Juliette não tinha notícias de mundo lá fora. Adam ia atualizando-a de tudo. Ela não entendeu bem o que estava acontecendo quando foi retirada daquela cela e supostamente libertada, ao lado de Adam, e se vê em uma encruzilhada, com a possibilidade de retomar sua vida, mas por caminhos tortuosos e totalmente desconhecidos.

O mundo é achatado.

Sei porque fui atirada da margem do planeta e há dezessete anos ando tentando me segurar. Há dezessete anos tenho tentado escalar de volta, mas é quase impossível quando ninguém está disposto a lhe dar a mão.

Estilhaça-me é o livro de estreia da autora Tahereh Mafi, lançado recentemente no Brasil pela Editora Novo Conceito. 

Juliette está há 264 dias isolada das pessoas e do mundo. Ela é perigosa. Seu toque é mortal. Depois de ser confirmada como uma ameaça, ela foi trancada para o seu bem e de toda as pessoas a sua volta.

O mundo não está muito melhor: a atmosfera está destruída, comida e animas são escassos. Um grupo promete resolver a situação: O restabelecimento. O que sobrou do mundo foi dividido em 3.333 setores, cada um com seu representante. O setor de Juliette é comandado pelo jovem Warner, ele a quer como arma a favor do restabelecimento. Para impor o respeito necessário.

Como a grande maioria dos livros distópicos, Estilhaça-me traz uma crítica: o consumo desorientado e a falta de respeito aos recursos da natureza (tá super na moda fazer livro assim), uma hora isso tudo acada, e segundo o livro, isso tudo acabou e gerou o caos.


Os pássaros costumavam voar, é o que as histórias dizem. Antes de a camada de ozônio ter se deteriorado, antes de os poluentes terem transformado as criaturas em algo horrível incomum.

A narrativa é bem confusa no início do livro com diversas palavras riscadas, isso me incomodou um pouco, fiquei com raiva dela por riscar tanto o que escreve. Mas até que é  interessante ver que enquanto a protagonista estava isolada, sua narrativa era enrolada e até mesmo sem muito sentido, mas aos poucos, quando foi sendo libertada e enfim conseguiu pensar direito, a narrativa confuso se esvaiu. Ou seja, acho que isso foi intencional, mas mesmo assim, me incomodei um pouco.


A história não é toda uma crítica e tem bastante apelo ao romance, não tão meloso e estilo "Romeu e Julieta", mas também não tão desapegado, é um romance normal. Aliás, eu achei a combinação de romance e crítica na medida certa, ficou perfeito. Está aí uma boa dica para as pessoas que estão com medo de se arriscar em distopia por achar que pode ser chato e monótomo. Eu garanto que não é. 

Mas deixo uma dica: não esperem muito do livro, quando eu o li eu esperava demais dele porque vi várias pessoas falando que ele era ótimo, maravilho, o melhor livro, e eu realmente, esperava que ele cumprisse todas as minhas expectativas, então não achei ele tão bom assim. É um livro bom, mas normal. Não é melhor livro do mundo. 

O jeito agora é esperar pela continuação, já que o livro acaba na melhor parte, e a continuação ainda vai demorar bastante.


Boas leituras...


Nenhum comentário:

Postar um comentário