sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Resenha: A culpa é das estrelas


Livro: A culpa é das estrelas
Autor: John Green
Número de páginas: 288 
Editora: Intrínseca - Lançamento: 2012

Em "A culpa é das estrelas", Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13 anos. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante - o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no grupo de apoio a crianças com câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Hazel é uma paciente terminal de dezesseis anos - descobriu o câncer quando tinha treze - que estuda e tenta levar a vida como se fosse uma adolescente comum. Porém, seus pais não acreditam que ela é capaz de lidar com a sua doença e decidem que ela deve frequentar um grupo de apoio composto por pessoas que possuem os mesmo problemas que ela. Hazel - obviamente - detestou a ideia, mas ela não suportava o sentimento de culpa quando magoava os pais. Mesmo contra a sua vontade, ela passa a frequentar o grupo de apoio e conhece Augustus - um garoto charmoso e cheio de filosofias. Dois destinos ligados por uma doença que não prometa o "amanhã", mas sim o "agora". Até que ponto é possível amar algo que já possui um ponto final?


- Conte a Hazel da ida ao médico.

O Isaac apoiou uma das mãos na mesa de biscoitos e virou o olho enorme para mim.

- Tá, é que eu fui ao médico hoje de manhã e estava falando para o meu cirurgião que preferia ser surdo a ser cego. E ele disse: "Não é assim que as coisas funcionam". Aí eu falei, tipo: "É, eu sei que não é assim; só estou dizendo que preferia ser surdo a ser cego se pudesse escolher, mas sei que não posso." E ele: "Bem, a boa notícia é que você não vai ficar surdo". Eu disse: "Obrigado por esclarecer que meu câncer no olho não vai me deixar surdo. É muita sorte minha ter um gênio como você me operando".

Já fazem alguns meses que li "A culpa é das estrelas" e achei ele um livro muito emocionante - não tanto quanto estavam falando - tocou muito meu coração (porque já passei por isso de perder alguém que eu amo para o câncer). Uma trama que me fez sorrir nas primeiras páginas e me comover nas últimas. Meu coração ficou super apertado enquanto os capítulos iam acabando. É claro que não foi o melhor final do mundo, nem o final que eu teria escolhido para aquele livro, achei triste demais e totalmente fora do esperado, apesar de ser óbvio já que raríssimas vezes alguém sobrevive ao câncer (mas como era livro, achei que milagres aconteceriam). Os protagonistas possem muitas características diferentes e constroem uma conexão que prende o leitor de uma forma que é impossível se desligar dos sentimentos ou das situações que eles enfrentam. O tipo de livro que faz você refletir sobre a vida e a morte. Se o destino - cheio de surpresas - é justo ou injusto com as pessoas. E, principalmente, que nunca estaremos preparados para o ponto final que encerrará a nossa vida.


Apesar de ter sido a primeira obra que eu li de John Green, já considero esse autor um dos meus favoritos. ele tem uma narrativa viciante e extremamente envolvente. O livro tem tudo para se tornar algo clichê - o amor entre uma garota com câncer e um cara charmoso. Porém, John consegue surpreender a cada página de diálogos profundos e frases que iremos levar para o resto de nossas vidas. E tem algo inexplicável que faz com que o livro seja um dos poucos que ficará - sem dúvidas - na memória de muitas pessoas que o leram.

A trama ultrapassa as barreiras de uma promessa que não poderá ser cumprida. Não esperem uma história com final "felizes para sempre", mas também não espere algo clichê. Prepare o seu coração e embarque nas aventuras de um jovem casal que - apesar de não terem certeza de um futuro - irão fazer de tudo para encontrar o amor em meio ao desespero.







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